Em 2025, provas e exames nacionais serão todos online

Vivam!

Há já alguns meses que foi anunciado que, em 2025, as provas e exames nacionais serão todos online.

O modelo tem sido testado, há escolas a ser selecionadas para o projeto-piloto, há formação do IAVE para professores, ...

A reflexão que proponho é: como perspetivam esta "mudança de paradigma" no que diz respeito às provas e exames? Que reflexão nos merece esta iniciativa no caso concreto do Português?

Boas partilhas! 😊


Comentários

  1. Olá!
    A desmaterialização dos Exames e Provas, a meu ver, pode ter algumas vantagens, nomeadamente no que se refere à poupança de papel e ao mecanismo de triangulação de classificações. Poderá, em teoria, ser um processo que potencialize a equidade. No entanto, parece-me que estamos a "caminhar" demasiado rápido. A implementação destes Exames e Provas on line deveria ser acompanhada de um trabalho mais articulado com as escolas, proporcionando aos alunos e aos professores a oportunidade para explorar as plataformas e os itens que poderão aparecer nestes exames digitais. Para além disso, julgo que as questões logísticas não estão de todo acauteladas. Veremos como vai correr este ano com as Provas de Aferição e as Provas finais do 9.º ano. Seja como for, é mais uma grande "dor de cabeça" para as escolas!

    ResponderEliminar
  2. Olá!
    Sinceramente, não concordo com este "novo paradigma". Os exames e provas finais são mais uma das ferramentas para avaliar os conhecimentos dos alunos e questiono-me, imensas vezes, como será avaliar um aluno numa disciplina em que a parte escrita é primordial, tal como Português, História, Filosofia, entre outras.

    ResponderEliminar
  3. A mim, parece-me que, sendo os exames realizados on-line, também os testes que faremos aos alunos vão começar a ser on-line (preparamos alunos para o exame) e, daqui a alguns anos, ninguém saberá escrever ou ler no papel... (estou a exagerar? espero que sim...) E se a energia e as "redes" falharem? Nem consigo ter uma opinião bem formada sobre este assunto, já que tudo vai à velocidade da luz... Mais uma vez, os professores vão ter que se adaptar às novidades, quer concordem ou não... :(

    ResponderEliminar
  4. Olá. Relativamente a esta medida, tenho algumas dúvidas da sua eficácia. Se por um lado, à primeira vista, parece simplificar o processo, indo-se ao encontro dos avanços das tecnologias, por outro lado receio que se perca a valorização da escrita. Não podemos ignorar que, cada vez mais, os alunos escrevem pouco, tendo dificuldade em verbalizar o que pensam e sentem, fruto também dos fracos ou nulos hábitos de leitura, salvaguardando algumas exceções. Com exames online, imagino respostas sobretudo de escolha múltipla, o que não ajuda certamente a contrariar a situação atual relativamente aos hábitos de escrita dos nossos alunos.

    ResponderEliminar
  5. Neste momento, ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto, pois a informação de que disponho é escassa. Contudo, parece-me que nem todas as escolas estão devidamente equipadas e os professores e alunos ainda não estão convenientemente preparados e treinados para este “novo paradigma”.
    Por um lado, nem todos os alunos dominam ou estão aptos a usar as ferramentas digitais (por incrível que pareça na era dita da tecnologia). Por outro lado, concordo com as colegas que referem que os nossos alunos quase não leem, escrevem cada vez menos e a qualidade da escrita deixa muito a desejar. Além disso, como professora procuro diariamente que os meus alunos se “desliguem do mundo virtual das suas tecnologias”, mas no caso de os exames passarem todos a ser online, não estaremos todos a contribuir para o contrário?
    Talvez esteja errada… Porém, tenho consciência que a desmaterialização dos exames apresenta vantagens e, sendo assim, aguardo com expectativa pela implementação deste processo, no presente ano letivo, em relação à realização das Provas de Aferição e das Provas finais do 9º ano.

    ResponderEliminar
  6. A tecnologia, quando funciona é excelente. Às vezes duplica trabalho. Mas tem vantagens.
    No caso dos exames de Português, parece-me importante escrever manualmente, valorizar o ato de escrever com a mão, ter a noção de que o manuscrito é tão único quanto a pessoa. Massificar é desumanizar.
    Veremos o resultado das experiências.

    ResponderEliminar
  7. À luz de alguns exames internacionais já efetuados online, tais como o GMAT (Matemática) e TOEFL (Inglês),contemplando este último uma composição, esta mudança de paradigma que se prevê em Portugal parece-me ainda um pouco arrojada para os alunos, porém, muito mais facilitadora para os professores. Com efeito, os alunos têm de possuir competências digitais, ao nível da utilização de ferramentas digitais para fins académicos, de forma a poderem concluir as provas no tempo previsto. Constato que ao nível do ensino básico, ainda há um número elevado de alunos que apenas utiliza as novas tecnologias para fins lúdicos. No caso da disciplina de Português, considerando que a prova integrará, certamente, uma parte de produção textual, a dificuldade para estes alunos aumentará, consideravelmente, uma vez que o principal problema será, a meu ver, escrever no computador com alguma destreza. Ensinamos aos nossos alunos que têm de fazer a planificação do texto antes da textualização e, nos momentos de avaliação, a maioria não o faz por dificuldades de gestão do tempo. No caso das provas online, partindo do pressuposto que os alunos não poderão ou não terão tempo de fazer rascunho manuscrito, o ato da escrita no computador, simultâneo ao da estruturação do pensamento, será um constrangimento.
    Na minha opinião, a implementação deste novo paradigma, para ser bem-sucedida, pressupõe que os alunos tenham de ser treinados / formados nesse sentido, o que implicará, também, a devida adequação das práticas docentes, pois, independentemente do tipo de prova de avaliação que venha a ser criado, creio que será fundamental que exista uma convergência entre os instrumentos de avaliação interna e os da avaliação externa.

    ResponderEliminar
  8. Considero um erro pois a maioria dos alunos do básico já mal sabem escrever.
    Se agora os testes e exames passam a ser digitais e com corretor ortográfico,
    podemos dizer adeus à língua portuguesa. E a caligrafia/desenho das letras
    idem, pois os alunos vão esquecer como se desenham letras à mão. Isto é
    governar? Ou é afundar um país? Será mesmo uma opção ponderada? Ou
    será um delírio de alguém?
    Na prática, respostas de texto corrente talvez não serão um problema. Mas as
    respostas das áreas das ciências? Resolvem-se equações Matemáticas ou
    cálculos de Física e Química no ecrã? Não será fácil... digo eu.
    Vai criar-se um problema que não existe. Creio que este esforço devia estar em
    atualizar o nosso sistema de educação arcaico, incluindo, ainda no tema da
    informática na educação, dar formação aos professores sobre a mesma, coisa
    que já devia ter sido feita há uma década atrás.
    Este investimento brutal parece ser mais uma forma, perdoem, de alguém
    encher os bolsos e passar uma imagem futurista e desenvolvida para fora.
    Triste notícia.

    ResponderEliminar
  9. Acho que este era um passo inevitável. Num mundo cada vez mais digital era expectável que este formato fosse a opção. Concordo que assim seja, não só porque evitamos o papel mas também porque a partir do momento em que as provas possam ser realizadas e classificadas em formato digital, o processo de classificação tornar-se-á mais fácil e menos trabalhoso, dado que todos os itens de seleção poderão ser classificados de forma automática.

    ResponderEliminar
  10. Olá!
    Como já venho comentar "tarde e a más horas", provavelmente vou repetir o que outros já disseram. Ainda assim, creio que o caminho da "desmaterialização", neste caso dos exames, é um caminho certo, que se deve percorrer. Mas, entre outros aspetos, preocupa-me sobretudo a "pressa" e, consequentemente, a apressada desvalorização de outras competências, em nome das "novas tecnologias", que não devem ser um fim em si, mas apenas um meio.
    Digo eu...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

O blogue e as aulas de Português

Capacitação Digital - partilha de práticas

Sorry - haverá desculpas?