Sorry - haverá desculpas?

 Vivam!

A curta-metragem "Sorry" apresenta-nos uma situação onde um elevador não se move, não sobe, não desce, pelo direito que cada um acredita ter e que se sobrepõe ao outro. 

O que vos chamou mais a atenção neste pequeno filme? 

Que questões/temas poderão ser lançados para discussão, no sentido de constituírem oportunidades de aprendizagens junto dos nossos alunos?


Comentários

  1. Olá a todos!
    Para além do número de bigodes por m2 :), a minha primeira reação centrou-se na forma demasiado descontraída e aparentemente desculpabilizada do último a entrar, um jovem. Depressa pensei qualquer coisa como "esta malta nova..."; mas não continuei, porque me soou a pensamento próprio de quem tem inveja! Por isso, aguardei pelo final, que me surpreendeu, porque me pareceu pouco plausível: posso estar engano, mas acredito que, nem que fosse no último momento, alguém se prontificaria para sair em vez da pessoa com mobilidade reduzida.
    Ainda assim, a temática dos acessos (ou da falta deles!) para pessoas com mobilidade reduzida teria seguramente relevância pedagógica.
    Mas, pessoalmente, preferia uma reflexão subordinada ao seguinte teme: "só quem passa por elas, lhes sabe dar valor!".

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    1. Na última frase do texto, pode fazer algum sentido ler-se "tema" em vez de "teme" (e desde já sugiro, ainda que ninguém mo tenha pedido, um botão de "editar resposta").

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    2. Penso que o blogspot não tem a funcionaldiade de editar comentar depois de publicado, mesmo quem o está a dinamizar...

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  2. Olá!
    Na verdade, esta curta-metragem dá "pano para mangas". O elevador está lotado de pessoas e o "dobro de umbigos". Quase se ouve "Se pensam que vou sair, podem esperar sentados" e todos esperam que alguém o faça, e todos olham criticamente para a indiferença do jovem que penso eu, inconscientemente, nem se apercebe da situação. No entanto, ninguém lhe diz nada! Todos se acham no direito de pensar que o dever é dos outros. Penso, por isso, que um tema global interessante será a questão dos "Direitos e deveres de cada um para o bem de todos" numa sociedade que(e muito bem!) luta pelos seus direitos mas esquece os seus deveres.

    Até já!

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  3. Este pequeno filme mostra-nos a falta de civismo, de respeito pelo direitos humanos e o egoísmo cada vez mais patentes na nossa sociedade, pois todos os utilizadores estão apenas preocupados consigo próprios, considerando cada um deles que tem o direito de permanecer ali e que não é ele que tem de sair do elevador para este se poder movimentar. Acaba por ser a pessoa que mais direito tinha de permanecer no elevador, devido à sua mobilidade reduzida, a sair e a dar um excelente exemplo de civismo.
    Considero, assim, que para discussão junto dos meus alunos poderia trabalhar o civismo, o respeito pelos direitos humanos, os deveres e as responsabilidades de cada um para com o outro, ...

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  4. Mais uma vez, creio estarmos perante uma curta que nos permite a abordagem de várias temáticas, muito atuais e transversais, que se prendem com os valores. Ao ver aquelas pessoas, todas com um objetivo comum, e ao constatarem que este não estava a ser bem- sucedido, por um problema de fácil resolução, mas que pressupunha que uma delas tivesse de dar o primeiro passo, "sacrificando-se", ocorreu-me que a vida é muitas vezes assim. As relações interpessoais são muitas vezes assim. Por orgulho, individualismo, egocentrismo, comodismo,... Simplesmente, fica-se à espera que o(s) outro(s) tomem a iniciativa, fica-se num impasse, quase sempre destrutivo. As tão apregoadas empatia, solidariedade, cortesia ...caem por terra em situações como a que esta curta ilustra. Confesso que ao aguardar pelo fim do vídeo, pensei que iria ser uma mulher a resolver a situação (e não sou feminista) e quando vi aquelas muletas, senti imenso orgulho em ser mulher. 😃
    Concluindo, este recurso, ao nível da Cidadania e Desenvolvimentos, constitui uma excelente oportunidade de aprendizagem para os nossos alunos, e não só.

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  5. Olá. O meu comentário está neste link: https://palavradeblogue.blogspot.com/

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  6. Uma curta metragem com um tema interessante de ser apresentado aos alunos, e abrir discussão.

    No mundo dos nossos dias, esta é uma situação bastante passível de suceder.
    Desde a inconsciência do jovem, a ausência de resposta assertiva das figuras masculinas presentes, a anuência das femininas, e até a atitude diferenciada da maioria, que a bela jovem de muletas assume, e que resolve o estranho impasse, causado pela atitude resignada e desligada dos intervenientes, metáfora da nossa humanidade no presente.

    Uma humanidade cada vez mais desprovida de valores e empatia, algo que o sofrimento e as dificuldades nas várias formas, sempre potenciou, como exemplificado pela jovem.

    "Desculpem lá, mas eu não sou como vós.
    Para o bem e para o mal" - parece dizer o olhar dela.

    Pano para mangas esta discussão sobre o "Sorry".

    Grata.

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  7. Olá.
    Desconhecia este vídeo, mas, ao visualizá-lo, considerei um excelente ponto de partida para uma reflexão com os alunos sobre o egoísmo e a falta de civismo que marcam a nossa sociedade. Na verdade, todos temos as nossas prioridades, as nossas pressas, tal como naquele elevador, mas há que ter a noção de que, por vezes, as dos outros ainda são/estão mais prioritárias do que as nossas. Naquele dia, a prioridade não podia ser a de todos os outros, mas sim a da jovem com mobilidade reduzida. Alguém teria de ter saído e à primeira vista seria o último a entrar. Não saindo este, alguém teria de ter saído e esperado, pois hoje é a jovem que está à frente na prioridade, amanhã, quem sabe, seremos nós. A aula de Cidadania e Desenvolvimento seria um espaço ideal para esta reflexão, ponto de partida para os comentários ao vídeo no blogue.

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  8. Olá!
    A situação que se retrata neste vídeo é deveras caricata e, se não a considerasse plausível, atrever-me-ia a considerá-la exagerada. Infelizmente não é. A sociedade atual está cada vez mais centrada na individualidade. O jovem, consciente ou não do problema que criou, mantém-se impávido e sereno. Em contrapartida, todos os outros mantêm um silêncio cúmplice, esperando que alguém, que não o próprio, decida intervir e resolver o impasse. Quantas e quantas vezes deparamos com situações pouco corretas e optamos por "assobiar" para o lado? Se pensarmos no contexto escolar, quantas e quantas vezes, os alunos de uma turma suportam e "aguentam" comportamentos menos corretos de um ou dois sem intervir?
    Uma outra linha de interpretação do vídeo relaciona-se com a pessoa, com menos capacidade, que decide dar o passo em frente e acabar com o impasse. Devemos elogiá-la pela sua consciência ou criticá-la pela sua "submissão"? Deveria ter saído ou deveria ter alertado o jovem de que era a sua função sair dado que tinha sido o último a entrar? Certamente que esta situação daria origem a uma boa reflexão.
    Deixo apenas uma última nota sobre algo que me surpreendeu. Por que motivo a pessoa que decidiu sair tem uma incapacidade?

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  9. Ter pernas para andar implica mais do que pernas físicas. Quem escolhe ser um estorvo na sociedade, porque tem direitos, não vê que deve retribuir e ser útil. Vive cego com o seu ego.

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