E se te tirassem a casa...

 Olá!

As alterações climáticas e a migração são temas da atualidade.

Visualiza a curta e elabora um comentário em que relaciones a história do pequeno filme com o título deste post.


https://youtu.be/ugPJi8kMK8Q 

Bons comentários! ;) 

Comentários

  1. E se te tirassem a casa? .....

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  2. As alterações climáticas, bem como as migrações são realidades limite que nos levam ao nosso âmago. Contudo, para muitos estas situações encontram-se muito longe das suas vivências. A perda de casa é também uma experiência devastadora, que nos leva a questionar as nossas escolhas, atitudes e opções de vida.
    A curta de uma forma lúdica permite-nos viajar até esse momento de perda e questionarmos ateonde seríamos capazes de ir perante uma vivência desta dimensão. Em forma de curta incute no observador a importância de valores como segurança, família, sentido de pertença.

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  3. Este vídeo permite refletir seriamente sobre as consequências desastrosas das alterações climáticas. É uma questão de sobrevivência, em alguns casos a curto e a médio prazo. É preciso agir e agora!

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  4. Boa noite.
    As alterações climáticas são sentidas pela maioria da população mundial e as migrações, motivadas também por alterações climáticas, afetam os migrantes e os povos que os acolhem.
    Causa-me grande angústia que existam povos a ficar sem chão. Também a humanidade tem tirado o habitat aos animais, chegou a vez dos humanos.
    E calha a todos! Convém vermos o Mundo com um todo e os humanos como parte desse mundo. Sem harmonia e equilíbrio, todos estaremos condenados!
    E todos contamos para fazer a mudança rumo a essa harmonia...porque todos somos UM.
    Sejamos a mudança para melhor!

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  5. Na minha opinião, tirar-nos a casa ....

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    1. Tirar-nos a casa é tirar um pouco de nós, é violar o princípio sagrado do direito à vida, à vida com dignidade e segurança. As alterações climáticas que têm estado na origem de muitas das catástrofes naturais que têm assolado o mundo, levam a que muitas famílias tenham de fugir do meio em que nasceram para conseguirem sobreviver. Esta curta é o reflexo desta fuga, é ainda o desespero de muitas mães que tudo fazem para salvarem os seus filhos. Infelizmente, nela também está expressa a rejeição e o egoísmo de quem, em princípio, deveria assumir uma atitude acolhedora e protetora perante o seu semelhante. Será isto o espelho da sociedade em que vivemos?

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  6. As alterações climáticas podem comprometer gravemente o planeta e aqueles que neles habitam. A insensibilidade perante o sofrimento dos outros é particularmente chocante.

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  7. Esta curta metragem está repleta de ternura, pois mostra o amor de uma mãe que procura desesperadamente proteger o seu filhote dos "perigos" sempre à espreita na vida.
    Lamentavelmente, as alterações climáticas são uma realidade que destrói muitas vidas e desaloja cada vez mais seres vivos. Também as migrações constituem uma realidade chocante, já que todos os anos, em atos de desespero, morrem inúmeras pessoas que apenas procuram melhores condições de vida para a sua família, pagando muitas vezes esta necessidade com a sua própria vida. É urgente agir e e lutar contra esta desumanização!

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  8. Sem saber muito bem porquê, este breve filme trouxe-me à lembrança os versos de Fernando Pessoa "É em nós que é tudo. É ali, ali, /Que a vida é jovem e o amor sorri.". "É em nós que é tudo." continua ainda a misturar-se com as imagens onde num mesmo ser habitam a força para proteger um filho e a fragilidade para o poder salvar. "É em nós que é tudo.", parece tão fácil, tão belo, mas tão complicado...

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  9. Este vídeo não só nos permite refletir sobre as alterações climáticas, como também sobre as migrações forçadas de alguns povos ou sobre a solidariedade (ou falta dela...).
    Ficar sem casa é algo de devastador para uma família, ficar sem eira nem beira deve ser horrível. Para evitar essas situações é preciso agir, pois, não nos podemos desculpabilizar. Nós, seres humanos, somos os grandes culpados e por isso, devemos unir forças para combater os nossos erros e as injustiças.
    Não descuremos ainda a falta de solidariedade, de ajuda tão visível neste vídeo - Basta, não empurrem, não afundem mais quem não tem culpa, quem sofre as consequências de atos muitas vezes egoístas e gananciosos...

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  10. Juntar alterações climáticas com migrações forçadas faz-nos refletir sobre ambas as problemáticas, embora considere que a que ganha mais peso é a última. E é a crise migratória destes últimos anos que nos vem à cabeça com esta curta metragem e a forma como se tem lidado com ela. Damos por nós a emocionarmo-nos com esta mãe ursa que defende o seu filhote com todas as suas forças, com a falta de humanidade com que os recebem e com a frieza como os colocam num pequeno barco e devolvem ao mar, sem se importarem com o que lhes acontecerá, pois o que interessa é verem-se livres daquele problema.
    E ninguém fica indiferente ao final e, inevitavelmente, voltamos a lembrar-nos da imagem da criança síria, morta numa praia, completamente abandonada, que correu mundo. Mas o que mudou essa imagem? O que mudou com essa morte? Com as milhares de mortes de migrantes que fogem de guerras e da fome? O que mudou quando vemos imagens de pais que carregam filhos e não conseguem salvá-los? De pais que entregam os seus filhos a traficantes para que os possam salvar? De pais que acreditam que os filhos irão encontrar alguma humanidade num outro continente?
    Provavelmente, esta curta metragem obriga-nos a pensar "e se fosse connosco?" O que faria se me tirassem (e aos meus filhos) a casa?
    Não sei se nós, no conforto das nossas casas e na segurança do nosso país, poderemos responder de forma clara a essa questão mas talvez nos obrigue a repensar a forma como aceitamos e olhamos para os migrantes (e para as alterações climáticas).

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  11. Revi o vídeo algumas vezes procurando uma visão mais otimista, para além da preocupação maternal. Centrei-me, assim, na imagem final, em que um dos humanos, por sinal o último, pega no urso de peluche, levando-o; e associei ao dito que tantas vezes usamos, muitas delas por irónica piada, "afinal, a humanidade tem salvação". A verdade, creio eu!, é que, no meio de tanta insensibilidade, como a que vivemos atualmente, há sempre alguém que, com o seu altruísmo, nos faz crer no bem que todos podemos praticar. Portanto, gosto de acreditar que, "se me tirassem a casa", alguém me ajudaria.

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  12. Não vou acrescentar muito mais ao que já foi dito por vocês... Também vi várias vezes o vídeo. Acho que ficamos sem palavras, porque sabemos que tudo isto é real.
    A beleza, a poesia, o sorriso triste que nos arranca o final da "história" (que, reitero, é realidade, não é ficção!), a consciência de que tudo isto acontece a tanta gente (e, sim, estamos longe de perceber verdadeiramente esta dor de ficar sem casa, sem chão, sem filhos, impotentes perante estas situações...), a força desta mensagem poderosa do filme são caraterísticas que o tornam muito especial. Resta-nos a esperança na humanidade, capaz de criar imagens maravilhosas como estas que nos ficam a "martelar" na cabeça. A arte, mais uma vez, ao serviço da luta contra a indiferença.

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  13. Ao ler as reflexões e comentários aqui presentes não pude deixar de assinalar dois aspetos. Por um lado, a profundidade das mensagens presentes, e de como um pequeno filme se torna grande pelo que nos faz pensar sobre temas da atualidade, nos interpela e nos incentiva a agir. Por outro lado, também pensei nas funcionalidades de um simples blogue (como este), e de como esta ferramenta (ao contrário de outras onde somos convidados ou solicitados a dar ou a colocar resposta a tarefas - e bem) nos permite ler, cruzar e desenvolver reflexões a partir de vários pontos de vista. Ou seja, há como que o prolongamento de um diálogo reflexivo, de partilhas,... Neste sentido, o blogue parece-me continuar a ter mais-valias... Digo eu. ;)

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