Dia Escolar da Não Violência e da Paz

Olá!

Comemora-se hoje (30 de janeiro) o Dia Escolar da Não Violência e da Paz.

O Plano Nacional de Cinema propõe às escolas o visionamento do filme Recreio (2021), de Laura Wandel, o qual aborda uma história que nos confronta com o universo do bullying no espaço escolar.




E no contexto atual das nossas escolas, que reflexão nos merece esta temática? Que atividades de sensibilização poderíamos realizar junto dos nossos alunos? ...

Boa reflexão!

Comentários

  1. Esta temática, bem como as emoções e a forma como lidamos com elas devia ser trabalhado numa disciplina obrigatória no currículo escolar. A falta de empatia, a dificuldade em lidar e até mesmo reconhecer as nossas emoções e a forma como as devemos tratar é uma grande lacuna nos nossos jovens. A diferença, todos os que se destacam da norma não sai bem recebidos. Por mais ações de sensibilização e atividades com os alunos são pontos isolados num oceano de relações. Acredito ser de extrema importância proporcionar aos nossos alunos experiências onde se possam colocar " nos sapatos dos outros" , através de exercícios de dramatização, escrita, debates. A vertente/ " domínio " do saber ser, saber estar são fundamentais para futuros adultos, profissionais completos e íntegros.

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  2. Todos reconhecemos a importância deste tema no contexto atual das nossas escolas. Há muitas iniciativas, muitas ideias para abordar este tema com as turmas - todas elas úteis e, geralmente, bem acolhidas pelos alunos (a grande maioria preocupa-se e interessa-se bastante por esta temática). No entanto, o tema do bullying no espaço escolar não deveria ficar-se apenas por palestras ou atividades isoladas, sob pena de se tornarem ineficazes as palavras e as atitudes. Penso que deveria haver uma "cultura" de paz e de aceitação da pluralidade e, ao mesmo tempo, da individualidade de cada ser humano. É importante reconhecer e chamar a atenção para casos de bullying (nas suas variadas formas), mas mais importante é proporcionar aos alunos uma boa formação enquanto cidadãos (participar em campanhas de solidariedade; promover encontros multiculturais; participar em concursos e em atividades regionais, nacionais ou internacionais em que os alunos se sintam parte integrante de um grupo; incentivar à participação em clubes; entrar nos projetos de mentoria ou de equipas da escola; estabelecer parcerias com entidades promotoras do associativismo juvenil e do voluntariado; correspondência entre turmas de diferentes regiões ou países;...). Deixo um exemplo concreto da minha escola, no ano letivo 2018/2019 (pré-pandemia, portanto): no âmbito dos DAC, todos os sétimos anos adotaram o slogan "SÊ PLURAL", desde o primeiro dia de aulas; quase todas as semanas, surgiram iniciativas relacionadas com a aceitação da diferença, com a inclusão, com a multiculturalidade (teatros nos intervalos, cartazes "andantes" nos corredores da escola, mural para deixar mensagens de apoio, projeto "Integrar", visita a instituições do concelho, atividades de comemoração de dias especiais, divulgação de textos, o "Diário da turma", etc, etc). Gostei imenso da dinâmica criada nesse ano, e esses alunos, agora no secundário, ainda hoje, falam do impacto desse projeto! ("Sê plural como o universo" - Fernando Pessoa)

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  3. O "bulling" é um fenómeno que infelizmente tem vindo a aumentar nas escolas. Nestes espaços, encontram-se crianças e jovens provenientes de famílias diferentes ao nível social, cultural, religioso, económico e por vezes etnico. Também o número de alunos vindos de países estrangeiros, filhos de imigrantes e mesmo, mais recentemente, refugiados tem vindo a aumentar. Decorrentes desta situação de uma escola cada vez mais aberta, mais multicultural, surgem situações de "bulling" que têm a ver sobretudo com a não aceitação da diferença. A abertura das "mentes" à diferença não está a acompanhar a abertura da escola à sociedade e ao mundo. Para tentar colmatar esta discrepância, cabe à escola desenvolver iniciativas que envolvam todos os alunos em projetos comuns que aproximem as diferenças. O desenvolvimento de projetos de solidariedade ou, por exemplo, de mentoria poderá permitir aproximar a diferença em torno do mesmo objetivo, que é ajudar quem precisa. A criação de clubes artísticos de pintura, de dança ou de teatro, poderá também
    permitir aproximar a diferença, através da expressão de emoções e da criação de empatia entre pares.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. A problemática do bullying no espaço escolar merece toda a atenção, da parte de todos os agentes educativos, não só pela dimensão que, por vezes, assume, mas sobretudo pelas suas implicações nas pessoas que dele são vítimas. Creio que todos nós, enquanto docentes, já fomos ou somos ainda confrontados com situações de bullying, vividas pelos nossos alunos, com as quais nem sempre é fácil lidar, visto que, regra geral, os agressores raramente se assumem como tal e, por outro lado, os agredidos, por vergonha ou receio de retaliações, tentam esconder e não denunciam as agressões de que são alvo. Como diretora de turma, já tive de gerir situações muito complexas e graves, todas elas envolvendo alunos de etnia cigana. Atualmente, e com a massificação da escola com alunos provenientes de todos os continentes, esta questão é ainda mais premente e carece de uma atenção redobrada da parte da escola e dos seus parceiros (Escola Segura, CPCJ, entre outros). Na minha opinião, uma das estratégias a adotar no combate a este tipo de violência em melo escolar é investir na formação específica para os diretores de turma, enquanto principais gestores de conflitos da escola. Além disso, a escola deve adotar uma postura preventiva nesta matéria , através da promoção de atividades de sensibilização que envolvam alunos e pais, conducentes a uma intervenção célere e eficaz.

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  6. Até há pouco tempo atrás, o que reconhecemos agora como bullying, era visto como atos isolados, “briguinhas de crianças”, e normalmente a família e a escola não tomavam nenhuma atitude a este respeito. Atualmente, o bullying é reconhecido como um problema crónico nas escolas, e com consequências sérias, tanto para as vítimas, como para os agressores. O bullying, inclusive, compromete as aprendizagens. Consequentemente, deve ser uma preocupação da escola prevenir este flagelo, abordando e debatendo o tema através das mais diversas iniciativas junto de toda a comunidade escolar, seja através da exibição de filmes sobre a temática, palestras, testemunhos, dramatizações, cartazes, ações de sensibilização...
    Pessoalmente, todos os anos, através das disciplinas que leciono (Português e Francês) ou como diretora de turma, discuto este tema com os meus alunos recorrendo à leitura de textos, seguida de debates; ao visionamento de filmes e comentário dos mesmos; à realização e exposição de trabalhos escritos, cartazes…
    Sempre que na escola existem projetos neste âmbito procuro integrá-los, mas reconheço que muito há ainda por fazer, nomeadamente ao nível da formação dos alunos no que concerne ao respeito e aceitação da diferença e da individualidade de cada um; da resolução de conflitos através do diálogo e não da violência (física, verbal ou psicológica) e, particularmente, no combate ao ciberbullying, na medida em que as redes sociais fazem parte integrante da vida dos jovens e são frequentemente usadas para este tipo de agressões.

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  7. Boa noite.
    A Inteligência Emocional e sessões de Saúde Mental seriam uma mais valia de extrema importância nas escolas, num mundo cada vez mais agressivo, sem limites e sem noção de consequências negativas para o futuro, resultado das nossas ações.
    Os comportamentos dos mais novos são o sintoma do mundo dos adultos. Não basta o "Educai as crianças e não será preciso castigar os adultos"; os adultos também precisam de ser educados. E a escola deve servir para educar e formar, não é um depósito de gente nova.
    Fiquem bem.

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  8. A Escola que deveria ser um local de acolhimento e de segurança é, para muitos alunos, um lugar de receios e de violência psicológica. Mais importante do que "debitar" conteúdos e "avaliar" aprendizagens é trabalhar emoções e desenvolver competências de relacionamento interpessoal e tolerância. O bullying não é um mito, é uma realidade diária nas nossas escolas e julgo que nós, professores, demasiado focados nas nossas especialidades, não trabalhamos devidamente estas questões, esperando que passem. Projetos como o UBUNTU e uma aposta na harmonização do ambiente da turma deveriam ser mais frequentes. No entanto, escasseia sempre o tempo e os recursos porque, infelizmente, as prioridades que nos impõem são sempre outras....
    Que legitimidade terá um professor para avaliar um aluno que "ameaçado"? um aluno que sente "medo" na escola? Que condições terá ele para aprender?

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